São Sebastião Mártir da Fé - Conheça um pouco mais da história do Padroeiro de Nossa Cidade

 
 

 

 

São Sebastião Mártir da Fé


O termo “Mártir,” de origem grega que significa “testemunha”é aplicado à aqueles que morrem defendendo o Evangelho.

Festejar a memória de um mártir é a proclamação da liberdade humana: não vale a vida em Deus, não vale a vida sem amor, não vale a vida sem liberdade de crer e de amar.

Estamos no ano 303 onde os cristãos são perseguidos por que rejeitavam os deuses do Império Romano e o culto ao imperador. O combate aos cristãos com o imperador Diocleciano ficou mais sangrento.

São Sebastião, Soldado do Império

O lugar de nascimento de Sebastião foi Narbone ou, como seus pais, a cidade de Milão, onde já era venerado no tempo de Santo Ambrosio, no século I V . Esta veneração, menos de um século após seu martírio, é a grande prova de sua existência, martírio e importância nas comunidades cristãs.

Ambrosio, antes de ser bispo de Milão, tinha sido prefeito: venera em Sebastião um representante do Império ao qual tinha servido como soldado: Sebastião no tempo da perseguição, Ambrosio, no tempo da liberdade.

No Império romano, uma das carreiras mais importantes era a militar e isso tanto do ponto de vista econômico como de prestígio. Ganhava-se o sustento e a fama da coragem. Sebastião iniciou o serviço militar na Gália, importante província do Império.Ali havia uma pequena, mas corajosa comunidade cristã e nela o jovem soldado foi instruído e batizado.

Roma era o sonho de todo o cidadão do Império, era a Capital, quase divina, onde residiam os deuses, a cultura, o Senado e o Imperador. A cidade imperial foi o destino do soldado Sebastião, por volta do ano 283. Aproveita a resistência em Roma para confortar os cristãos duramente perseguidos e animar a perseverar em na fé aqueles que, sendo interrogados e ameaçados, estavam por fraquejar.

Continua a Perseguição aos Cristãos

Diocleciano sempre atribuiu aos cristãos a culpa pelos problemas do Império, sendo assim hostil a essa fé religiosa à qual atribuía as crises no mundo romano. Vimos qie desencadeou nova onda de perseguições, a mais terrível e geral. Tanto o papa Caio como Zoe e Tranqülino, pai de Marceliano e Marcos, esconderam-se no palácio imperial, nos aposentos do oficial cristão Cástulo. Descobertos, foram condenados à morte. Zoe foi pendurada pelos calcanhares sobre o fogo, morrendo sufocada pela fumaça, e Tranqüilino foi apedrejado até a morte. O outro cristão, após longa tortura, foram lançados ao mar. Cástulo foi enterrado vivo.

Sebastião foi acusado diante do imperador, que se queixou amargamente por ter-se sentido traído na confiança depositada. Sempre quis que você ocupasse postos elevados no meu palácio, mas você agiu em segredo contra meus interesses e insulta os deuses, queixou-se o imperador, ao que lhe respondeu Sebastião: Foi para sua salvação que honrei Cristo, e é pela conservação do Império Romano que sempre adorei o Deus que está nos céus.

Foi Sebastião entregue a um grupo de arqueiros da Mauritânia, para que se divertissem atirando flechas mirando em seu corpo. Amarrado a um tronco, foi crivado de flechas e depois abandonado como morto para ser devorado pelos abutres, conforme o costume. Uma cristã, Irene, em segredo, foi retirar o corpo de Sebastião a fim de dar-lhe sepultura digna e, para surpresa sua, viu que estava vivo! Reconhecido, teve as feridas tratadas.

Poderíamos pensar que o ex-centurião da guarda pretoriana fugiria para lugares mais seguros, mas não foi o que aconteceu. Sebastião, livre agora de outros trabalhos, pôs-se a confirmar os cristãos na coragem de viver em tempos difíceis e levar outros a crerem em Jesus. Tendo recebido a noticia de que Sebastião estava vivo e continuando a provocar os deuses, Diocleciano ordenou que o aprisionassem e condenou-o a ser espancado até a morte, decapitado e seu corpo fosse lançado numa fossa.

Sabendo do ocorrido através de uma visão, a cristã Lucina descobriu onde estava o corpo, foi busca-lo e sepultou-o no lugar chamado de “ad catacumbas” , na Via Ápia. Nessas Catacumbas, fora dos muros da cidade de Roma, em 288 tinham sido exumadas as relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo. E Ali, o apóstolo dos mártires foi também sepultado. Corriam os primeiros anos do século IV, talvez o ano 303-304, quando São Sebastião deu a vida por Nosso Senhor e tornou-se definitivamente soldado de Cristo.

Seu túmulo tornou-se local de culto cristão e, em 367, o Papa Damaso fez construir sobre ele uma igreja, até hoje local de muitas peregrinações.

Que São Sebastião nosso Padroeiro e Protetor olhe por nós!


Texto elaborado por Frei Osni e Ir. Mariangela